COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

É MELHOR LEGALIZAR DO QUE REPRIMIR

"É melhor legalizar as drogas do que simplesmente reprimir", diz Olívio Dutra Divulgação/Divulgação

ZH 16 de setembro de 2014 | N° 17924


BRUNA VARGAS


ELEIÇÕES 2014
“É melhor legalizar do que reprimir”

OLÍVIO DUTRA é o quarto entrevistado da série que confronta os candidatos a temas polêmicos


Para a gravar sua participação na série multimídia da cobertura das eleições 2014 de ZH com os principais candidatos ao Senado, Olívio Dutra (PT) aproveitou uma brecha durante uma caminhada pela Vila Cruzeiro, ontem à tarde, na Capital.

O objetivo é fazer os concorrentes se posicionarem sobre cinco temas considerados polêmicos: casamento gay, legalização das drogas, fim da reeleição, passe livre para estudantes e redução da maioridade penal. São questões que o candidato, caso eleito, poderá ter de votar contra ou favoravelmente se algum projeto de lei chegar para apreciação do Senado.

As entrevistas foram gravadas em vídeo conforme a disponibilidade dos concorrentes. Eles têm 30 segundos para se posicionar sobre cada tema. Na semana passada, Pedro Simon (PMDB) abriu a série, seguido por Simone Leite (PP) e Lasier Martins (PDT).






segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NOVE ANOS, FUMA CRACK E 20 OCORRÊNCIAS NO JUIZADO

GLOBO TV, FANTÁSTICO, Edição do dia 14/09/2014


Menino de 9 anos fuma crack e tem 20 ocorrências no Juizado de GO. Em quatro anos de convivência com bandidos, menino bebe cachaça, fuma crack e já está jurado de morte. Juíza quer recolher Mauro para um abrigo.




O Fantástico mostra uma história breve e cujo final caberá a cada um de nós escrever. É a história de um menino sem destino. Deram-lhe o nome de Mauro, mas não lhe deram futuro.

Tem 9 anos e, desde os 5, vive fugindo pelas ruas de Goiânia. Como aqueles brinquedos de corda que, desnorteados, batem e tropeçam nos obstáculos do caminho. Sempre em busca de um que esteja livre, uma saída, pelo menos enquanto corda houver.

O pai do Mauro foi assassinado quando o menino tinha apenas três meses. O Mauro tem um irmão mais novo e uma avó preocupada. Desde que o menino começou a apresentar problemas de comportamento na escola, a mãe diz que não tem interesse em ficar mais com ele.

Mãe: Eu queria colocar ele em um lugar, eu sei lá, para ele sair aos 18.
Fantástico: Sair aos 18 anos?
Mãe: Eu estou cansada de pedir isso.

E não teve muito tempo para sonhar e viver a inocência dos primeiros anos. Fugiu da escola, onde aprendeu a roubar. Ganhou as ruas. Foi criado nas calçadas. Ficou conhecido como o menino ladrãozinho do bairro. E começou a tomar cachaça. E começou a fumar crack. Ficou dependente. E entrou no crime.

Menino teria se desentendido com traficante e está ameaçado de morte

Os traficantes usavam o menino para entregar drogas na área do Estádio Serra Dourada. Traficando no estádio onde as crianças descobrem o futebol. E assim ele construiu uma extensa lista de delitos, uma lista de gente grande. Aos nove anos de idade, quatro de convivência com a bandidagem, mais de 20 registros de ocorrências no Juizado de Menores.

Uma gravação foi feita no fim do mês passado, quando a criança foi levada mais uma vez para o Conselho Tutelar. O menino teria se desentendido com um traficante no bairro onde mora e agora está ameaçado de morte.

Policial: Se ele sair da cadeia ele disse que vai fazer o que contigo?
Mauro: Mata.

O último acolhimento foi esta semana e mais uma vez o Juizado de Menores não sabe o que fazer com ele. Recolhido a um abrigo, certamente o Mauro voltará às ruas na segunda-feira.

Fantástico: Ele é um perigo a sociedade, na sua visão?
Dácio Oliveira, conselheiro tutelar: Eu acredito que ele não é um perigo à sociedade. Ele tem nove anos de idade. É uma criança. Mas ele pode se tornar um perigo. Hoje em dia ele não é um perigo. Mas se ele continuar com os mesmos atos, com as mesmas amizades, continuando com o uso de droga, eu acredito que ele possa se tornar um grande perigo para a sociedade.

Juíza quer recolher Mauro para um abrigo e fazer uma desintoxicação

A juíza da Infância e da Adolescência de Goiás Mônica Neves Gioia diz que tomou conhecimento do caso no final de junho. Ela quer recolher Mauro para um abrigo para fazer uma desintoxicação e tentar livrá-lo das drogas.

Fantástico: A senhora tem esperança de que esse menino consiga a recuperação?
Mônica Neves Gioia: Se a intervenção for feita nesse momento, em caráter, assim, de urgência, de forma efetiva, sim, eu acredito que ele tenha.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, menores de 12 anos não podem ser internados. A guarda dos pais deve ser mantida e a criança tratada. “Esse menino é resultado de uma omissão de projetos sociais, de ações governamentais, de todo um contexto. No fundo cada um de nós colocou ele nessa situação. A sociedade como um todo é responsável pela situação”, ressalta a juíza.

“Tem conserto se alguém ajudar. Meu maior sonho como avó é ver esse menino daqui uns anos bem estudado e ser um rapaz direito, para cuidar da mãe dele quando ela estiver mais velha”, diz a avó de Mauro.

E como em um jogo de tabuleiro, uma caça ao tesouro imaginário, é o peão que não consegue avançar. Vai ficando para trás. Perdeu qualquer chance. Perdeu. Mauro é uma criança de nove anos que perdeu a infância. E que a sociedade, o Estado, a Justiça, não sabem como tratar, como ajudar, como recuperar para a maior das brincadeiras: a vida.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

PRESA POR TRÁFICO DIVULGA FOTOS COM ARMA E DROGAS NA INTERNET

DIÁRIO GAÚCHO 03/09/2014 | 08h33

Marilicie Daronco

Jovem presa por tráfico divulga fotos com arma e drogas na internet. Mulher foi presa em flagrante com quantidade de crack suficiente para fazer 600 pedras da droga



Foto: Facebook / reprodução



Uma ocorrência que começou com uma prisão em flagrante por tráfico de drogas acabou tendo um desfecho surpreendente na tarde desta terça-feira em Santa Maria.

A jovem de 18 anos flagrada em um bar, na Rua Felicidade, na Vila Renascença, tentando esconder 77 gramas de crack (quantidade suficiente para a produção de 600 pedras da droga) usava as redes sociais para divulgar fotos suas com armas e drogas.

Depois de prender a jovem e levá-la à Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA), policiais do 2º Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar descobriram que ela tinha um perfil no Facebook. Na página, a suspeita divulga fotos com muitas notas de dinheiro, com um revólver na cintura e até uma atrás das grades. Em outras imagens, que são abertas para visualização pública, a jovem aparece em cenas sensuais e que dão a entender que está com uma trouxinha de droga na mão.

Entre os comentários da jovem e de outras pessoas nas fotos há pedidos de compra de entorpecentes. Em um desses comentários, a suspeita escreve: "entrei nessa vida simplesmente à toa", "dinheiro fácil nem sempre é bom" e "o mundo das drogas não passa de ilusão".

Depois de ser ouvida pela delegada Luiza Sousa, a jovem foi levada para o Presídio Regional de Santa Maria. 

Além do crack, os policiais acharam 61 gramas de maconha com ela.

As imagens e as declarações no Facebook serão usadas pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) na investigação do caso.

sábado, 23 de agosto de 2014

MUDANÇA QUE VALE A PENA


ZERO HORA 23 de agosto de 2014 | N° 17900


LUIZ CARLOS CORRÊA DA SILVA*


Esta reflexão vale especialmente para o leitor que ainda fuma. Não falarei de problemas da saúde por serem mais do que conhecidos. São 6 milhões de mortes anualmente, no mundo, devido a doenças relacionadas ao tabaco, particularmente do coração, das artérias – sobretudo os derrames cerebrais, dos pulmões e o câncer. Fumar aumenta 30 vezes a chance de ter câncer de pulmão. Um em cada cinco fumantes tem enfisema pulmonar. Os danos são muitos, culminando com a perda de mais de 10 anos de vida e da qualidade de vida. A propósito, você conhece alguém que se arrependeu de parar de fumar? Chico Anysio declarou não se arrepender de nada que fez na vida a não ser ter fumado.

Não chamarei atenção para os prejuízos profissionais. As empresas sabem que fumantes representam perda de produtividade, maior absenteísmo e menor preferência dos clientes, na sua maioria não fumantes.

Nem lembrarei seu desafio diário, pois sabe que faz mal, quer parar de fumar, mas não consegue tomar esta decisão. E sabe por quê? Porque a dependência o controla e dificulta sua mudança de comportamento. Se admitisse ter uma doença, como acontece com quem tem pneumonia ou pressão alta, aceitaria procurar ajuda e fazer um tratamento.

Não insistirei muito com você, pois costuma fugir desta abordagem. Talvez, nem esteja mais me lendo. Evitarei falar da sua autoestima, corroída pela dependência que só trará prejuízos e danos. Nem vou lembrá-lo do seu convívio social, prejudicado por não mais poder fumar nos ambientes fechados. Contenção e constrangimento acontecem no seu dia a dia.

Vou falar, sim, dos seus maiores valores. Da sua vida, dos seus entes queridos e dos seus sonhos. Seus planos poderão ser prejudicados, perdidos ou simplesmente nunca se realizar. E, convenhamos, em troca de quê?

Por favor, pare, pense em você, considere as pessoas que ama e não quer ver sofrer, esqueça a mídia e as pressões, use apenas a sua cabeça de maneira independente, inteligente e objetiva. Seja egoísta ao extremo para com sua saúde e tome imediatamente a decisão que será um marco na sua vida e, talvez, sua salvação!

*Médico da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

LUIZ CARLOS CORRÊA DA SILVA

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

TRAFICANTE DE DROGAS SINTÉTICAS EM POA

DIÁRIO GAÚCHO 18/08/2014 | 08h58

Preso um dos principais traficantes de drogas sintéticas da Capital. Apreensão de material para fazer comprimidos de ecstasy é a maior realizada no Estado



Foto: Denarc / Divulgação


O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) prendeu um homem apontado como um dos maiores traficantes de drogas sintéticas de Porto Alegre. Na ação da 4ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico, os policiais apreenderam 102g de metilenodioximetanfetamina (MDMA), material para fazer comprimidos de ecstasy, um quilo de maconha e um Celta.

A prisão por tráfico de drogas do homem de 27 anos, cujo nome não foi divulgado, ocorreu na madrugada de sábado, na Zona Norte, após um dia inteiro de campana. O homem retornava de uma viagem a Florianópolis (SC).


Conforme o delegado Cleomar Marangoni, essa foi a maior apreensão da droga no Estado:

— A quantidade do material apreendido é suficiente para a produção de cerca de 3,5 mil comprimidos de ecstasy. Também pode ser vendido puro, em festas de música eletrônica, por até R$ 400 o grama.

O diretor da Divisão de Investigações do Narcotráfico (Dinarc), delegado Cléber dos Santos Lima, diz que as investigações iniciaram há dois meses.

— O homem é um dos maiores traficantes de drogas sintéticas da capital gaúcha. Estávamos tentando pegá-lo com o entorpecente e, neste final de semana, conseguimos — conta Lima.

Após autuação em flagrante, ele foi conduzido ao Presídio Central de Porto Alegre.

sábado, 9 de agosto de 2014

PACIENTE COLOCOU FOGO EM HOSPITAL GERAL

ZERO HORA 07/08/2014 | 10h30

Paciente colocou fogo em hospital de São Francisco de Assis. Instituição confirmou que homem que estava internado em leito do SUS usou isqueiro para atear fogo

por Pâmela Rubim Matge


Foto: SBR Tiradentes / Divulgação


A direção do Hospital Caridade Santo Antônio, de São Francisco de Assis, na Região Central, confirmou nesta manhã que foi um paciente o responsável pelo incêndio que queimou um quarto do Sistema Único de Saúde (SUS) no começo desta madrugada. O local foi isolado e aguarda a chegada da perícia.

Conforme a direção, o homem de 41 anos usou um isqueiro para atear fogo nos lençóis da cama onde estava. As chamas se alastraram e atingiram o colchão, a estrutura da cama e as paredes além de provocar a queima da canalização de oxigênio do quarto 32, do leito do SUS.

O paciente estava internado no local. Ele é natural do município e sofreu queimaduras nas pernas, mas passa bem e segue em recuperação no mesmo hospital. Os outros dois pacientes que estavam no quarto não sofreram ferimentos. Já os dois policiais militares, de 30 e 41 anos, que controlaram o fogo foram encaminhados ao Hospital de Caridade de Santa Maria já que inalaram muita fumaça. Eles passam bem.

O quarto queimado está isolado aguardando a chegada de Instituto Geral de Perícias.


N

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

MACONHA: SIM OU NÃO


ZERO HORA 07 de agosto de 2014 | N° 17883


CÉSAR AUGUSTO TRINTA WEBER


Sabemos que a proibição do consumo de drogas lícitas, como o tabaco e o álcool, a menores é pouco eficaz tanto aqui quanto nos Estados Unidos. Assim, acreditar que a proibição da venda da maconha para essa faixa etária impediria o consumo seria pura candura.

Sem consenso, a favor da legalização da maconha há os argumentos do uso medicinal baseado em estudos científicos que sustentam ser o canabidiol – substância química encontrada na maconha –, em determinados quadros clínicos, de boa resposta terapêutica, sobretudo, para doenças neurológicas. Com indicação precisa, em doses terapêuticas adequadas, com o uso controlado e a devida comprovação dos benefícios frente aos riscos, tudo indica ser justificável a sua utilização para um melhor bem-estar do paciente.

Contra, o fato de que, legalizada, poderia ter um efeito estimulador ao uso deliberado. A circunstância da legalização, associada ao fato de que, em nosso meio, o uso da maconha vem se mostrando culturalmente aceito, pode ter um efeito catalisador para o primeiro uso ou para o uso esporádico.

Amparado por lei, o usuário desfrutaria livremente dessa experiência. Nessa perspectiva, estar-se-iam aumentando as chances de o uso se tornar abuso, podendo ter consequências mais nefastas, entre elas, o caminho para drogas mais pesadas ou ainda a indesejável dependência.

Agora, para aqueles que fazem uso abusivo ou são dependentes químicos, a liberação em nada influenciaria, pois nesses casos o que importa são o preço e a disponibilidade da droga. Fica a questão: legalizar ou não?

Médico